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Dogue Brasileiro

Guia completo da raça Dogue Brasileiro. Conheça personalidade, cuidados e muito mais.

Dogue Brasileiro: O guardião tupiniquim que rouba corações

Dogue Brasileiro: O guardião tupiniquim que rouba corações

Coragem de Bull Terrier, lealdade de Boxer e um coração gigante — tudo em um cão 100% brasileiro.

Ficha Técnica

PesoA partir de 32 kg
AlturaA partir de 55 cm na cernelha
Expectativa de vida12 a 14 anos
PorteGrande
Grupo CBKC11
OrigemBrasil (Caxias do Sul, Rio Grande do Sul)
PelagemCurta, áspera e rente ao corpo
CoresMarrom, branco, preto e combinações malhadas

Você já parou pra pensar que o Brasil também tem suas próprias raças de cachorro? Pois é, a gente não vive só de vira-latas carismáticos (embora eles sejam incríveis). O Dogue Brasileiro, ou Brazilian Dogo, é a prova viva de que talento canino tupiniquim não fica devendo nada a ninguém. Criado lá na década de 70 pelo cinófilo Pedro Ribeiro Dantas, em Caxias do Sul (RS), esse cão foi pensado pra ser um guarda de respeito. Mas, como você vai ver, ele é muito mais do que uma cara séria e uma postura firme.



A verdade é que o Dogue Brasileiro é uma montanha-russa de contradições adoráveis. Ele pode ter uma expressão de 'não mexe comigo', mas por dentro é um pamonha que morre de amores pela família. É ativo, sim, e precisa gastar energia, mas também é daqueles que adora um sofá e um colo. E, olha, se tem uma coisa que ele faz bem é equilibrar a coragem herdada do Bull Terrier com a doçura que pegou do Boxer. O resultado? Um cão que é um parceiro fiel, um protetor nato e, pasme, um ótimo amigo das crianças.



Neste guia, a gente vai desvendar cada camada desse cachorro fascinante. Vou te contar tudo sobre a aparência imponente, a personalidade que é um doce com os seus e um desafio para estranhos, os cuidados essenciais e, claro, a história curiosa de como ele surgiu. Prepare-se para se apaixonar por uma raça que é a cara do Brasil: forte, leal e cheia de personalidade.

Se você cruzar na rua com um Dogue Brasileiro, a primeira coisa que vem à mente é: 'Esse cachorro é parrudo!'. E não é pra menos. Estamos falando de um cão de porte grande, com uma estrutura óssea firme e uma musculatura bem definida que transborda força física. Ele não é daqueles cães magros e alongados; o Dogue é mais encorpado, com um peito profundo e uma postura que impõe respeito. Na balança, os machos giram em torno de 32 kg, e a altura na cernelha fica por volta dos 55 cm. Mas, acredite, a presença dele é muito maior do que os números sugerem.



A pelagem é um dos pontos altos: curta, áspera ao toque e bem rente ao corpo. Isso facilita muito a manutenção, mas não se engane: ele solta pelos, sim. As cores são variadas e podem alegrar qualquer coração. Você encontra Dogues nas cores marrom, branco, preto e, claro, em combinações malhadas que são um charme à parte. A cabeça é grande e poderosa, com um focinho que lembra um pouco o Boxer, mas com um toque mais robusto. As orelhas são de tamanho médio e caídas, e os olhos, escuros e expressivos, transmitem uma inteligência viva.



Uma curiosidade que pouca gente nota: o Dogue Brasileiro tem uma expressão facial que parece estar sempre 'avaliando' o ambiente. É o olhar do guardião, do cão que está 100% ligado no que acontece ao redor. Mas, quando ele te conhece e confia em você, essa mesma expressão se suaviza num instante, dando lugar a um olhar doce e cheio de amor. É a dualidade perfeita entre a fera e o dengo.

Como é dividir a casa com um Dogue Brasileiro? Vamos ser honestos sobre os prós e contras.



Com crianças: Essa é uma das melhores partes. O Dogue Brasileiro é, de fato, um excelente companheiro para crianças. Ele é paciente, brincalhão e parece ter um instinto protetor natural com os pequenos da casa. Ele tolera bem brincadeiras mais brutas e dificilmente vai se irritar com puxões de orelha ou rabo (mas, claro, supervisione sempre). É o tipo de cão que vai crescer junto com a criança, sendo seu guardião e melhor amigo.



Com outros pets: Aqui o bicho pega um pouco. Com outros cães, o Dogue pode ser dominante e seletivo. Ele não é o tipo que vai fazer amizade com qualquer cachorro na rua. A socialização desde filhote é essencial para que ele aprenda a conviver. Com gatos e outros animais, a coisa pode ser mais tranquila, especialmente se ele for criado junto com eles desde pequeno. Mas, no geral, espere um cão que vai querer ser o 'chefe' do pedaço.



Apartamento: Dá para viver, sim, mas com ressalvas. O Dogue Brasileiro não é um cão de apartamento ideal se você não tiver tempo para passeios. Ele precisa gastar energia, e um espaço pequeno pode ser frustrante para ele. Se você mora em apartamento, prepare-se para pelo menos duas saídas diárias (uma mais longa) e para ter brinquedos interativos em casa. Um Dogue entediado em um apartamento pode se tornar um destruidor de sofás. Mas, com a rotina certa, ele se adapta bem.



No geral, o Dogue Brasileiro é um cão que se adapta a diferentes lares, desde que o tutor esteja disposto a investir tempo em exercícios, socialização e, acima de tudo, em dar amor e atenção. Ele não é um cão para ser deixado de lado.

A história do Dogue Brasileiro é um orgulho nacional. Tudo começou na década de 1970, na cidade de Caxias do Sul, Rio Grande do Sul, com um cinófilo chamado Pedro Ribeiro Dantas. Pedro tinha um objetivo claro: criar um cão de guarda que fosse corajoso, forte e, ao mesmo tempo, dócil com a família. Para isso, ele cruzou dois cães de sua propriedade com os cães de um vizinho. As raças escolhidas foram o Boxer e o Bull Terrier.



O resultado foi tão promissor que Pedro decidiu continuar o projeto. Inicialmente, a raça era chamada de 'Bull Boxer', uma homenagem direta às duas raças fundadoras. Mas Pedro, visionário, percebeu que o nome não refletia a verdadeira origem do cão. Ele queria algo que destacasse a descendência molossoide (grupo de cães de grande porte e cabeça larga) e, principalmente, o país de origem. Assim, em 1978, o nome foi alterado para Dogue Brasileiro (ou Brazilian Dogo, como é conhecido internacionalmente).



Um dos primeiros exemplares da raça foi uma cadela chamada Tigresa, que recebeu esse nome por causa da pelagem malhada. Dizem os registros que ela era doce e obediente, mas também forte e vigorosa — uma verdadeira representante do que a raça se tornaria. Anos depois, houve tentativas de cruzar o Dogue Brasileiro com o American Staffordshire Terrier para mesclar temperamentos, mas a iniciativa não deu certo.



Hoje, o Dogue Brasileiro é reconhecido pela CBKC (Confederação Brasileira de Cinofilia) no Grupo 11, que reúne raças não classificadas em outros grupos. É uma raça rara, mas que vem ganhando admiradores pelo Brasil e pelo mundo. Uma história de perseverança e amor canino que começou com um sonho no sul do país.

O Dogue Brasileiro é um cão fantástico, mas não é para qualquer um. Vamos ser sinceros: ele exige tempo, dedicação e uma boa dose de paciência.



Este cão é perfeito para você se:

  • Você é uma pessoa ativa e adora passar tempo ao ar livre, seja em caminhadas, corridas ou trilhas.
  • Você tem uma família com crianças e busca um cão protetor e brincalhão para crescer junto com elas.
  • Você tem experiência com cães de porte grande e sabe como estabelecer uma liderança firme e amorosa.
  • Você está disposto a investir em socialização desde filhote, apresentando-o a diferentes pessoas, animais e ambientes.
  • Você tem espaço em casa (um quintal é um plus, mas não é obrigatório) e tempo para passeios diários.


Talvez não seja a melhor escolha se:

  • Você mora sozinho em um apartamento pequeno e não tem tempo ou disposição para longos passeios.
  • Você é uma pessoa mais caseira e prefere um cão de baixa energia, que fique de boa no sofá o dia todo.
  • Você não tem paciência para lidar com a teimosia ocasional e a necessidade de um adestramento consistente.
  • Você viaja com frequência e não tem uma rede de apoio para cuidar do cão (ele sofre com a solidão).
  • Você espera um cão que seja amigável com todos os estranhos e outros cães logo de cara.


No fim, o Dogue Brasileiro é um parceiro leal e dedicado, mas que exige um tutor igualmente dedicado. Se você está disposto a investir tempo e amor, a recompensa é imensa: um amigo para a vida toda, que vai te proteger e te fazer sorrir todos os dias.

Guia de Cuidados

Exercício

Essa é a chave para um Dogue feliz. Com energia nível 5, ele precisa de pelo menos uma boa caminhada diária de 30 a 40 minutos, de preferência com um trote ou uma corrida leve. Ele adora atividades que desafiem tanto o corpo quanto a mente. Um parque para ele correr solto (com segurança) é o paraíso. Se ele não gastar energia, prepare-se para um cão entediado que pode desenvolver comportamentos destrutivos em casa. Passeio não é opcional, é necessidade.

Higiene

A pelagem curta é uma mão na roda. Uma escovação semanal com uma luva de borracha ou uma escova de cerdas macias já é suficiente para remover pelos soltos e manter o pelo brilhante. Os banhos podem ser dados a cada 15 ou 30 dias, dependendo do nível de sujeira. Use sempre shampoo específico para cães. A higiene das orelhas é crucial: limpe semanalmente com um produto adequado para evitar otites, já que as orelhas caídas podem acumular umidade. Não esqueça de escovar os dentes algumas vezes por semana e aparar as unhas quando necessário.

Saúde

A boa notícia é que o Dogue Brasileiro é um cão robusto e saudável, sem predisposição a problemas genéticos graves. Mas, como qualquer raça, ele precisa de acompanhamento veterinário regular. Visitas anuais ao vet, vacinação em dia e exames de rotina são fundamentais. Fique de olho no peso: a obesidade pode ser um problema se ele não se exercitar direito.

Alimentação

Invista em uma ração de alta qualidade, Premium ou Super Premium. A quantidade varia com o peso e a idade, mas, em geral, um adulto de 32 kg come cerca de 300 a 400 gramas por dia, divididos em duas porções. Petiscos são bem-vindos, mas com moderação. E, claro, água fresca sempre disponível.

Adestramento

Comece desde filhote. O Dogue é inteligente e responde bem ao reforço positivo. Use petiscos, carinhos e brinquedos como recompensa. Seja consistente e paciente. Ele pode ser teimoso, mas com uma mão firme e amorosa, ele se torna um cão obediente e educado. Lembre-se: o adestramento não é só para ensinar truques, mas para fortalecer o vínculo entre vocês.

Curiosidades

    • Bull Boxer: Antes de se chamar Dogue Brasileiro, a raça era conhecida como Bull Boxer, uma junção dos nomes das raças que a originaram. O clube regulador da raça ainda mantém esse nome até hoje!
    • Nome internacional: Fora do Brasil, o Dogue Brasileiro é mais conhecido como Brazilian Dogo. Um nome que impõe respeito e destaca sua origem tupiniquim.
    • A primeira dama: Uma cadela chamada Tigresa foi um dos primeiros exemplares da raça. Ela ganhou esse nome por causa da pelagem malhada e era descrita como doce, obediente, mas também forte e vigorosa — a cara do Dogue!
    • Tentativa de aprimoramento: Anos após a criação, houve uma tentativa de cruzar o Dogue Brasileiro com o American Staffordshire Terrier para unir características de personalidade. A iniciativa não deu certo, mas mostra o quanto os criadores buscavam aperfeiçoar a raça.
    • Adestramento focado: O Dogue Brasileiro é inteligente e aprende rápido, mas não é um cão de truques elaborados como 'fingir de morto'. O forte dele é o adestramento para guarda e proteção, onde ele brilha de verdade.
    • Raça rara: Apesar de ser reconhecido pela CBKC, o Dogue Brasileiro ainda é uma raça rara, mesmo no Brasil. Ter um é quase como ter um pedaço da história canina nacional em casa.

Perguntas Frequentes

1O Dogue Brasileiro é um bom cão de guarda?

Com certeza! Essa foi a principal função para a qual ele foi desenvolvido. O Dogue Brasileiro tem um instinto de proteção aguçado, é corajoso e está sempre alerta. Ele não late à toa (nota 2 em tendência a latir), mas quando late, é porque tem motivo. Ele é um guardião silencioso e eficiente, que vai avaliar a situação antes de agir. Com a família, é um doce; com estranhos, é reservado e imponente. Se você busca um cão que proteja a casa sem ser agressivo sem motivo, o Dogue é uma excelente escolha.

2O Dogue Brasileiro se dá bem com outros cães?

Essa é uma questão que exige honestidade. O Dogue Brasileiro tem uma personalidade dominante e pode ser seletivo com outros cães. Ele não é o tipo de cão que vai fazer amizade com qualquer um no parque. A socialização desde filhote é absolutamente crucial para que ele aprenda a conviver. Mesmo assim, espere que ele queira ser o 'líder' da matilha. Com cães do mesmo sexo, a coisa pode ser mais complicada. Já com gatos e outros animais, a convivência tende a ser mais tranquila, especialmente se ele for criado junto desde pequeno. Não é impossível, mas exige trabalho e paciência do tutor.

3Qual o nível de energia do Dogue Brasileiro? Ele é um cão agitado?

O Dogue Brasileiro tem um nível de energia alto, nota 5 em uma escala de 0 a 5. Isso significa que ele não é um cão sedentário. Ele precisa de exercícios diários para gastar toda essa energia. Uma caminhada de 30 a 40 minutos, combinada com brincadeiras e momentos de corrida, é o mínimo. Se ele não gastar energia, pode se tornar um cão entediado e desenvolver comportamentos destrutivos, como rolar móveis ou cavar buracos. Mas, quando bem exercitado, ele é um cão equilibrado e calmo dentro de casa. O segredo é: canse o corpo e a mente dele.

4O Dogue Brasileiro é recomendado para tutores de primeira viagem?

De modo geral, não é a melhor escolha para quem nunca teve um cão antes. O Dogue Brasileiro é um cão de porte grande, com personalidade forte e uma certa teimosia. Ele precisa de um tutor que saiba estabelecer limites de forma firme e amorosa, e que tenha experiência em adestramento. Um tutor inexperiente pode ter dificuldades em lidar com a dominância e a energia da raça. Para quem já teve cães grandes e entende de liderança canina, o Dogue é um parceiro incrível. Mas, para iniciantes, raças mais dóceis e de menor porte podem ser uma opção mais adequada.

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