Pixie Bob
Guia completo da raça Pixie Bob. Conheça personalidade, cuidados e muito mais.

Pixie Bob: o gato que parece selvagem, mas é puro amor
Inteligente, brincalhão e com uma história que parece lenda — conheça o felino que conquista todo mundo
Ficha Técnica
Você já viu um gato que parece ter saído direto de uma floresta americana, mas que no fundo é um dengoso de primeira? Pois é, o Pixie Bob é exatamente isso: uma embalagem de lince com recheio de gato doméstico. Com seu rabo curto, pelagem tigrada e olhar penetrante, ele chama atenção por onde passa. Mas não se engane pela aparência — esse bichano é um dos mais gentis e apegados à família que você vai encontrar.
A história do Pixie Bob é tão fascinante quanto ele. Diz a lenda que o primeiro exemplar nasceu em 1985, nos Estados Unidos, de um cruzamento não planejado entre um lince-pardo (o famoso Bobcat) e uma gata doméstica. A criadora Carol Ann Brewer chamou a filhote de Pixie, e ela se tornou a matriarca da raça. Hoje, o Pixie Bob é reconhecido pela TICA e tem DNA 100% doméstico — mas a aura selvagem continua.
Neste guia completo, vou te contar tudo sobre esse gato incrível: desde a personalidade cativante até os cuidados essenciais. Prepare-se para se apaixonar (e talvez até considerar ter um desses em casa).
O Pixie Bob é um gato de porte médio a grande, com um corpo musculoso e uma presença que impõe respeito. Na balança, os machos pesam entre 5 e 7 kg, enquanto as fêmeas ficam na faixa dos 4 a 5 kg — mas a sensação é que ele é maior, tamanha a imponência. A altura varia de 20 a 25 cm na cernelha, e a expectativa de vida é de 13 a 15 anos, com muitos chegando bem além disso com os cuidados certos.
A pelagem é curta ou semi-longa, sempre tigrada (padrão tabby), com tons que vão do marrom-acinzentado ao avermelhado. O que mais chama atenção é o rabo: naturalmente curto, geralmente com 5 a 10 cm, como se tivesse sido cortado — mas é genético. Aliás, essa é uma das marcas registradas da raça. Os olhos são amendoados, em tons de verde ou dourado, e dão um ar ainda mais selvagem.
Uma curiosidade que pouca gente sabe: o Pixie Bob é a única raça de gato em que a polidactilia (dedos extras) é aceita pelo padrão. Enquanto um gato comum tem 5 dedos nas patas dianteiras e 4 nas traseiras, o Pixie pode ter até 7 dedos em cada pata! Isso dá a ele umas patonas enormes, que lembram ainda mais as do lince. É ou não é um charme?
Morar com um Pixie Bob é uma experiência única. Ele se adapta bem a diferentes lares, mas tem algumas preferências. Vou te contar como é a convivência em cada situação.
Com crianças: O Pixie Bob é paciente e brinca com delicadeza, mas não é um gato “babá” que aguenta tudo. Crianças muito pequenas, que puxam rabo ou orelhas, podem estressá-lo. O ideal é para famílias com crianças a partir de 6 anos, que já entendem como respeitar o espaço do gato. Ensine os pequenos a não apertar, não gritar e a deixar o gato ter seus momentos de sossego.
Com outros pets: Ele é super sociável! Se dá bem com outros gatos e até com cães, desde que a apresentação seja feita com calma e em território neutro. O Pixie Bob não é territorialista ao extremo, então a chance de briga é baixa. Mas, como todo gato, ele precisa de um cantinho só dele para se refugiar quando quiser.
Apartamento? Pode viver, sim, mas com ressalvas. O Pixie Bob é ativo e precisa de espaço para se exercitar. Em apartamento, você precisa oferecer brinquedos, arranhadores, prateleiras e, de preferência, uma varanda telada para ele tomar sol. Se você não puder passear com ele, invista em brincadeiras diárias. Um Pixie Bob entediado em apartamento pode ficar frustrado e desenvolver comportamentos indesejados.
No geral, ele é um gato que se adapta bem, desde que a família esteja disposta a dedicar tempo e carinho. Não é um bicho de sete cabeças — é um companheiro fiel que retribui todo o afeto que recebe.
A história do Pixie Bob parece saída de um filme. Tudo começou em 1985, nos Estados Unidos, quando uma gata doméstica deu à luz uma ninhada inesperada. O pai? Diz a lenda que era um lince-pardo (Bobcat, em inglês). A criadora Carol Ann Brewer, fascinada pela aparência selvagem dos filhotes, decidiu manter um deles: uma fêmea que chamou de Pixie.
Pixie se tornou a base da raça. Em 1989, Brewer escreveu o primeiro padrão e batizou a raça de Pixie Bob — uma homenagem a Pixie e ao Bobcat. Mas a jornada não foi fácil. Quando tentou registrar a raça em associações como a CFA, descobriu que elas não aceitam híbridos de gatos selvagens (nem mesmo o popular Bengal). O teste de DNA, porém, resolveu a questão: deu negativo para traços selvagens. Pixie Bob era 100% doméstico.
Em 1998, a TICA (The International Cat Association) reconheceu oficialmente a raça. Desde então, o Pixie Bob conquistou admiradores no mundo todo, especialmente nos Estados Unidos e Europa. Apesar de ainda ser raro no Brasil, ele vem ganhando espaço entre os apaixonados por gatos com personalidade forte e aparência exótica. Uma curiosidade: a polidactilia (dedos extras) é aceita no padrão, o que torna cada exemplar ainda mais único.
Hoje, o Pixie Bob é um símbolo de como a natureza e a genética podem criar algo belo e surpreendente. E você, vai se render a esse felino fascinante?
Depois de tudo que você leu, a pergunta que fica é: o Pixie Bob é o gato certo pra você? Vou ser honesto: ele não é para qualquer um, mas para quem se encaixa, é uma experiência transformadora.
Se você é do tipo que:
- Gosta de um gato com personalidade forte, que interage e participa da rotina
- Não se importa em perder um pouco de espaço no sofá (ele adora um colo)
- Quer um companheiro de verdade, que aprende truques e te segue pela casa
- Tem tempo para brincar e estimular mentalmente o bichano
- Mora em casa ou em apartamento com espaço para arranhadores e brinquedos
Talvez não seja a melhor escolha se você:
- Não está disposto a investir em brinquedos e enriquecimento ambiental
- Espera um gato 100% independente, que não precise de atenção diária
- Mora em um espaço muito pequeno sem possibilidade de passeios ou brincadeiras
- Tem crianças muito pequenas que ainda não aprenderam a respeitar os limites do gato
No fim, a decisão é sua. Mas uma coisa a gente garante: se você abrir sua casa e seu coração para um Pixie Bob, vai ganhar muito mais do que um pet. Vai ganhar um parceiro leal, inteligente e cheio de amor — que ainda por cima tem a aparência mais legal do pedaço.
Guia de Cuidados
Exercício
Esse gato precisa gastar energia diariamente. Brincadeiras com varinhas, bolinhas e circuitos de obstáculos são essenciais. Se você não estimular, ele pode ficar entediado e começar a aprontar — como derrubar objetos ou miar sem parar. Pelo menos 20 minutos de brincadeira ativa por dia já fazem diferença.
Higiene
A pelagem do Pixie Bob exige escovação pelo menos três vezes por semana. Como ele tem pelos curtos ou semi-longos, não embola fácil, mas a escovação remove pelos mortos e evita bolas de pelo. Nos períodos de troca de pelagem (primavera e outono), aumente a frequência para dias alternados. Banho? Só quando realmente necessário, e com shampoo específico para gatos.
Saúde
A boa notícia é que, segundo criadores, não há predisposição a doenças genéticas na raça. Mas atenção: o rabo curto é resultado de uma deformidade na coluna vertebral. Se a cauda for muito curta, traumas na região podem causar problemas neurológicos e motores graves. Por isso, evite puxar o rabo do gato e fique atento a qualquer sinal de dor. Além disso, mantenha o calendário de vacinação e vermifugação em dia, e faça check-ups veterinários semestrais.
Alimentação
Ofereça ração de boa qualidade, específica para gatos castrados ou ativos, dependendo do estilo de vida dele. Água fresca sempre disponível — e, de preferência, em fontes, porque gatos adoram água corrente. Evite alimentos industrializados para humanos, que podem causar obesidade e problemas renais.
Adestramento
Sim, é possível! O Pixie Bob é inteligente e responde bem a comandos simples, como “senta” e “fica”. Use reforço positivo com petiscos e carinho. Ele também pode aprender a andar de coleira, se acostumado desde filhote. Isso é ótimo para passeios seguros ao ar livre.
Curiosidades
- O Pixie Bob é a única raça de gato em que a polidactilia (dedos extras) é aceita pelo padrão. Enquanto um gato comum tem 5 dedos nas patas dianteiras e 4 nas traseiras, o Pixie pode ter até 7 dedos em cada pata! Isso dá a ele umas patonas enormes, que lembram ainda mais as do lince.
- Apesar da fama de híbrido, o teste de DNA do Pixie Bob deu negativo para traços selvagens. Ele é 100% gato doméstico — a aparência de lince é pura genética.
- O rabo curto do Pixie Bob não é uma escolha estética: é resultado de uma mutação genética que encurta a coluna vertebral. Por isso, é importante evitar puxar o rabo do gato, pois traumas na região podem causar problemas neurológicos.
- O Pixie Bob é conhecido por ser um gato quieto — ele mia pouco e só quando tem algo realmente importante a dizer. Se você busca um gato silencioso, ele é uma ótima escolha.
- A raça foi reconhecida pela TICA em 1998, mas ainda é rara no Brasil. Se você encontrar um criador sério, pode esperar uma lista de espera e um preço salgado — mas vale cada centavo.
- O Pixie Bob é um dos poucos gatos que se dá bem com cães, desde que apresentados com calma. Ele não é territorialista ao extremo e adora ter companhia — seja de dois ou quatro patas.
Perguntas Frequentes
1O Pixie Bob é uma boa escolha para apartamento?
Sim, desde que você esteja disposto a oferecer estímulos diários. O Pixie Bob é ativo e precisa de brincadeiras, arranhadores e, de preferência, uma varanda telada para tomar sol. Se você não puder passear com ele, invista em brinquedos interativos e sessões de brincadeira de pelo menos 20 minutos por dia. Um Pixie Bob entediado em apartamento pode ficar frustrado e desenvolver comportamentos como miar excessivamente ou arranhar móveis. Com os cuidados certos, ele se adapta bem.
2O Pixie Bob solta muito pelo?
Solta, sim, mas não é dos piores. A pelagem curta ou semi-longa dele exige escovação três vezes por semana para remover pelos mortos e evitar bolas de pelo. Nos períodos de troca de pelagem (primavera e outono), a queda aumenta, então escove em dias alternados. Um bom aspirador de pó vai ser seu melhor amigo. Mas, no geral, a quantidade de pelos é controlável com a rotina de cuidados certa.
3O Pixie Bob é indicado para famílias com crianças?
Depende da idade das crianças e da supervisão dos adultos. O Pixie Bob é paciente e brinca com delicadeza, mas não é um gato 'babá' que aguenta tudo. Crianças muito pequenas, que puxam rabo ou orelhas, podem estressá-lo. O ideal é para famílias com crianças a partir de 6 anos, que já entendem como respeitar o espaço do gato. Ensine os pequenos a não apertar, não gritar e a deixar o gato ter seus momentos de sossego. Com orientação, a convivência é ótima.
4Quanto custa manter um Pixie Bob por mês?
O custo mensal varia, mas você pode esperar gastar entre R$ 150 e R$ 300, dependendo da qualidade da ração, dos brinquedos e dos cuidados veterinários. Considere ração super premium (cerca de R$ 80 a R$ 120 por mês), vermífugo e antipulgas (R$ 30 a R$ 50 por mês), e um plano de saúde ou check-up semestral (em média R$ 50 a R$ 100 por mês). Fora isso, arranhadores, brinquedos e petiscos são extras. Comprar o gato é caro, mas a manutenção é o que realmente pesa no bolso — e vale cada centavo pela companhia.
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